A História

O Renascer da História

Dizem que por debaixo de cada quinta na Arruda dos Vinhos há uma Villa romana. São muitos os testemunhos da presença dos romanos nestas paragens, reflexo da sua paixão pelo néctar dos deuses, não só pela fertilidade que estes terrenos demonstravam, mas também pela sua localização geográfica, que faziam destas terras um dos percursos mais importantes das rotas dos vinhos. Julga-se que para além da abundância nestas paisagens de uma planta, a "arruda" a que eram atribuídas qualidades terapêuticas e até estimulantes, o nome Arruda surge essencialmente das palavra Rota, como sugerem também as palavras Road, Route e do Latim rotare, “rodar”, de rota. Mais tarde, devido à qualidade e fama das vinhas da região, a Vila de Arruda começou chamar-se "dos Vinhos".)

Dos tempos medievais, são muitas as histórias de resistência e capacidade de passar ao lado das terrível pestes que assolaram Portugal, poupando os habitantes e servindo também de local de refugio de Reis e famílias reais. Reza até a história que reforços ingleses desembarcados em Peniche, chamados para ajudar em Lisboa as tropas de D. António frente ao exercito do rei castelhano Filipe II, deixaram-se seduzir pelas adegas da Arruda, chegando à capital embriagados.

Mas os sucessos militares também se sucederam nesta região, primeiro na defesa contra um grande exercito liderado pelo sultão de Marrocos em 1172. Depois, para defender Lisboa das Invasões Francesas, as conhecidas linhas de torres, da qual fizeram parte os Fortes do Moinho do Céu, da Carvalha e Infesta, na zona da Arruda dos Vinhos. As tropas francesas chegaram a acampar na Vila, mas a resistência foi tal que acabaram por abandonar a mesma, não sem antes saquear tudo o que havia nas adegas.

O papel preponderante que exerceu na história de Portugal e a capacidade de renovação da Arruda dos Vinhos, inspira o renascer uma nova era, de um novo fôlego para conquistar o merecido reconhecimento que estas terras têm para a criação de riqueza vitivinícola.



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